Transtorno do Pânico

Viver com medo de sentir medo. Ter o coração acelerado do nada, suor frio, sensação de que algo muito ruim vai acontecer, mesmo quando está tudo aparentemente bem. Assim é o cotidiano de quem convive com o transtorno do pânico, também conhecido como síndrome do pânico.

Muitas vezes, esse transtorno se confunde com outras condições, como fobias específicas, agorafobia ou até mesmo o medo de falar em público. Embora compartilhem alguns sintomas, são quadros diferentes. Saber identificar o que está por trás das crises é fundamental para buscar o tratamento adequado.

Na Genuine Mental Health, oferecemos uma abordagem clínica para o transtorno do pânico, com avaliação individualizada e discussão das opções de tratamento.

Fobias, Síndrome do Pânico e Agorafobia

É comum que as pessoas usem os termos fobia, síndrome do pânico e agorafobia como sinônimos, mas há diferenças importantes.

  • Fobias específicas envolvem medo ou ansiedade intensa e desproporcional ao risco real diante de uma situação, objeto ou animal específico, como altura, avião ou agulhas.
  • Síndrome do pânico é o termo popular para o transtorno do pânico, caracterizado por ataques de pânico recorrentes e inesperados.
  • Agorafobia envolve medo ou ansiedade intensa em situações das quais pode ser difícil escapar ou obter ajuda caso surjam sintomas de pânico, como shoppings, transporte público ou lugares fechados.

Muitas vezes, esses quadros coexistem e, com o tempo, o medo das crises pode se tornar mais limitante do que a própria crise em si.

O que é Transtorno do Pânico?

O transtorno do pânico é caracterizado por ataques de pânico recorrentes e inesperados, seguidos de preocupação persistente com novas crises ou de mudanças de comportamento para evitá-las.

É importante reforçar que a síndrome do pânico é apenas outro nome para o transtorno, usado popularmente, mas com o mesmo significado clínico.

Sem acompanhamento adequado, os sintomas podem persistir e levar a evitação, isolamento e prejuízos na vida pessoal, social e profissional. Algumas pessoas também apresentam agorafobia.

Sintomas Comuns do Transtorno do Pânico

As crises de pânico surgem de forma súbita e atingem o pico em poucos minutos. Os sintomas mais comuns incluem:

  • Palpitações ou taquicardia
  • Sudorese intensa
  • Tremores
  • Falta de ar ou sensação de asfixia
  • Dor no peito
  • Náusea ou desconforto abdominal
  • Tontura, instabilidade ou sensação de desmaio
  • Sensação de irrealidade ou distanciamento
  • Medo de enlouquecer ou morrer

Algumas pessoas passam a evitar lugares onde tiveram crises, com medo de novas ocorrências. Essa evitação pode estar associada à agorafobia.

Transtorno do Pânico

COMO É FEITA A AVALIAÇÃO?

A avaliação investiga o início, os sintomas, a frequência das crises e as situações evitadas.

Também considera medicamentos, cafeína, álcool, substâncias, ansiedade, depressão e outras condições clínicas ou psiquiátricas.

Palpitações, falta de ar, tontura e dor no peito não são exclusivas do pânico. Exames podem investigar outras causas, mas nenhum confirma isoladamente o transtorno.

QUAIS TRATAMENTOS PODEM AJUDAR?

A terapia cognitivo-comportamental — TCC ajuda a compreender o ciclo das crises, rever interpretações alarmantes e enfrentar gradualmente sensações e situações evitadas.

Alguns antidepressivos reduzem crises e medo antecipatório. A escolha depende do quadro, dos tratamentos anteriores e das preferências.

Sono, excesso de cafeína, álcool e outras substâncias também exigem atenção.

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A avaliação psiquiátrica ajuda a diferenciar o transtorno de pânico de outras condições e a discutir as opções de cuidado.

Referências

  1. National Institute for Health and Care Excellence. Generalised anxiety disorder and panic disorder in adults: management (CG113). Acessar a diretriz.
  2. Papola D, et al. Comparative efficacy and acceptability of psychotherapies for panic disorder with or without agoraphobia: systematic review and network meta-analysis of randomised controlled trials. Br J Psychiatry. 2022;221(3):507-519. Acessar a publicação.

Conteúdo institucional: Genuine Mental Health.
Revisão clínica: Dra. Giuliana Cláudia Cividanes — CRM-SP 85732, RQE 64142.
Revisado em: 7 de setembro de 2026.

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Perguntas Frequentes

Não. O transtorno envolve crises recorrentes e medo persistente ou mudanças na rotina para evitar novos episódios.

Sim. A crise pode começar durante o sono e despertar a pessoa com medo e sintomas físicos.

Sim. Palpitações, dor no peito, falta de ar e tontura ocorrem em ambas. Sintomas novos, intensos ou diferentes não devem ser atribuídos automaticamente ao pânico. Dor intensa no peito, desmaio, falta de ar importante ou dúvida sobre uma causa física exigem avaliação médica imediata.

Sim. Psicoterapia, medicamentos ou ambos podem reduzir crises, medo antecipatório e situações evitadas.