A esquizofrenia é um transtorno complexo, desafiador e muitas vezes mal compreendido. Envolve alterações profundas no pensamento, nas emoções e na percepção da realidade. Apesar de existirem tratamentos eficazes com antipsicóticos, em alguns casos os sintomas persistem ou retornam com frequência, exigindo uma abordagem mais cuidadosa e, às vezes, inovadora.

Na Genuine Psiquiatria, acompanhamos pacientes com esquizofrenia resistente e avaliamos, de forma criteriosa, o uso da cetamina subcutânea como parte complementar do plano terapêutico, especialmente em fases de sintomas depressivos, cognitivos ou refratários.

O que é Esquizofrenia?

A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico crônico que afeta cerca de 1% da população mundial. Seu início costuma ocorrer no final da adolescência ou início da vida adulta, e envolve alterações em três grandes áreas:

  • Percepção da realidade (com delírios ou alucinações)
  • Organização do pensamento e fala
  • Comportamento, emoções e motivação

Embora muitas pessoas associem esquizofrenia à “loucura”, esse é um estigma ultrapassado. Com tratamento adequado e suporte contínuo, é possível controlar os sintomas, reduzir recaídas e melhorar a qualidade de vida.

Esquizofrenia Paranoide e Outros Subtipos: Diferenças e Características

A esquizofrenia pode se manifestar de maneiras diferentes. O subtipo paranoide é o mais comum e se caracteriza por delírios de perseguição, grandeza ou ciúmes, além de alucinações auditivas (como vozes que comentam ou ameaçam o paciente).

Outros subtipos incluem:

  • Desorganizada: marcada por pensamento caótico, fala desconexa e comportamento imprevisível
  • Catatônica: com imobilidade extrema ou movimentos repetitivos e sem propósito
  • Indiferenciada: quando há uma mistura de sintomas sem predomínio claro
  • Residual: sintomas mais leves, porém persistentes, após uma fase aguda

Reconhecer o tipo de manifestação ajuda na escolha do tratamento e na previsão da evolução clínica.

Principais sintomas da esquizofrenia

A esquizofrenia é dividida em três categorias principais de sintomas. Cada uma exige atenção específica no plano terapêutico.

Sintomas positivos

São os sintomas “em excesso” ou que não deveriam estar presentes:

  • Delírios (crenças irreais, como perseguição ou controle mental)
  • Alucinações (especialmente auditivas)
  • Pensamento desorganizado
  • Comportamento agitado ou bizarro

Sintomas negativos

Estão relacionados à perda de funções ou à diminuição da motivação e expressão emocional:

  • Apatia
  • Isolamento social
  • Diminuição da fala (alogia)
  • Redução da iniciativa e da afetividade

Sintomas cognitivos

Comprometem a capacidade de pensar com clareza, organizar ideias e manter o foco:

  • Déficit de atenção
  • Memória prejudicada
  • Dificuldade para aprender ou planejar
  • Lentidão no processamento de informações

Psicose e Esquizofrenia: Qual é a relação

A psicose é um estado clínico em que a pessoa perde, parcial ou totalmente, o contato com a realidade. Ela pode estar presente em diversas condições — como depressão grave, transtorno bipolar ou uso de substâncias, mas, na esquizofrenia, a psicose é o sintoma central.

Ou seja, toda esquizofrenia envolve psicose, mas nem toda psicose é esquizofrenia.

Reconhecer esse estado o quanto antes é fundamental para iniciar o tratamento e evitar desfechos mais graves.

Quando considerar novas abordagens no tratamento da esquizofrenia

Apesar dos avanços em psicofármacos, cerca de 20 a 30% dos pacientes com esquizofrenia não respondem de forma satisfatória ao tratamento padrão. Nesses casos, é importante considerar abordagens complementares e personalizadas.

Você pode considerar uma nova abordagem quando:

  • Há pouca resposta aos antipsicóticos, mesmo em doses adequadas
  • Persistem sintomas negativos e cognitivos
  • O paciente apresenta episódios depressivos associados
  • Há recusa ao tratamento por efeitos colaterais
  • A qualidade de vida segue comprometida apesar do uso regular de medicamentos

O papel da cetamina no cuidado com a esquizofrenia

A cetamina não é indicada para o controle de sintomas psicóticos agudos, mas tem sido estudada com bons resultados como coadjuvante em sintomas depressivos e negativos associados à esquizofrenia.

Seu uso é mais explorado em pacientes com esquizofrenia que também apresentam:

  • Episódios de depressão resistente
  • Fadiga, apatia ou embotamento emocional
  • Déficits cognitivos persistentes
  • Risco aumentado de suicídio

A cetamina pode ajudar a melhorar o humor, a disposição e a cognição, sempre com acompanhamento próximo e em fases estáveis da doença.

Aspectos avaliados antes de iniciar o tratamento com cetamina

Na Genuine, a decisão de indicar cetamina para esquizofrenia é feita com base em uma avaliação criteriosa, considerando:

  • Estabilidade dos sintomas psicóticos
  • Uso regular e adequado de antipsicóticos
  • Presença de sintomas depressivos ou cognitivos persistentes
  • Ausência de contraindicações médicas
  • Apoio familiar e adesão ao plano terapêutico

Não indicamos cetamina em fases de surto ativo, desorganização grave ou ausência de diagnóstico confirmado.

Agende uma avaliação especializada

Se você ou alguém próximo vive com esquizofrenia e sente que os tratamentos atuais não são suficientes, pode ser hora de buscar uma nova abordagem. Na Genuine, unimos ciência, escuta e estrutura clínica para pensar em soluções possíveis, sempre com respeito e segurança.

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Perguntas Frequentes

Não. A indicação é restrita a casos com sintomas depressivos ou negativos persistentes, fora de surtos e com boa adesão ao tratamento antipsicótico.

Por via subcutânea, em ambiente controlado, com acompanhamento constante e após avaliação médica rigorosa.

Estabilidade clínica, ausência de surtos recentes, histórico de tratamento, sintomas depressivos, apoio familiar e segurança do ambiente terapêutico.

Não. A cetamina é um coadjuvante e não substitui os medicamentos antipsicóticos, que seguem sendo a base do tratamento da esquizofrenia.

Se mal indicada, sim. Por isso, é fundamental que o uso seja restrito, monitorado e realizado por psiquiatras experientes.

O protocolo inicial inclui de 6 a 8 sessões, com possibilidade de manutenção mensal. Tudo depende da resposta individual.

Sim. O monitoramento psiquiátrico é essencial para garantir a segurança e o sucesso do tratamento.

Sim. Geralmente em fases estáveis, fora do surto, quando o foco é tratar sintomas depressivos, cognitivos ou negativos.