Quando pensamos em TDAH, muitas vezes a imagem que vem à mente é a de uma criança agitada, com dificuldade de concentração e comportamento impulsivo. Mas a realidade é que o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade também afeta milhões de adultos e, em muitos casos, sem diagnóstico.

Na vida adulta, o déficit de atenção e a hiperatividade podem se manifestar de forma mais sutil, mas igualmente prejudicial. Falta de foco, desorganização, impulsividade, dificuldade de manter o ritmo no trabalho ou nos estudos… Tudo isso pode ser parte do quadro de TDAH.

Aqui na Genuine Psiquiatria, oferecemos uma abordagem clínica para o TDAH em adultos, com avaliação criteriosa e discussão individualizada das opções de tratamento.

Entendendo o TDAH em Adultos

O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é um transtorno neurobiológico que afeta a regulação da atenção, do comportamento e das emoções. Embora seja mais conhecido em crianças, ele pode persistir ou ser diagnosticado apenas  na vida adulta.

Nos adultos, o quadro tende a impactar o desempenho profissional, acadêmico, os relacionamentos e até a autoestima. Muitas vezes, a pessoa carrega rótulos como “desatento”, “ansioso” ou “bagunceiro”, quando na verdade precisa de avaliação e tratamento adequados.

TDAH, Hiperatividade e Déficit de Atenção: Entenda as Diferenças

É comum confundir hiperatividade com o TDAH em si ou achar que só tem TDAH quem é “agitado”. Mas existem três tipos principais de apresentação do transtorno:

  • Predominantemente desatento: o foco está na falta de atenção, esquecimentos, distrações e lentidão para iniciar ou concluir tarefas.
  • Predominantemente hiperativo-impulsivo: o paciente sente agitação interna, fala demais, interrompe os outros, toma decisões impulsivas.
  • Tipo combinado: envolve sintomas de ambos os grupos, sendo o mais comum em adultos.

Compreender o tipo predominante ajuda a traçar um plano terapêutico mais eficaz e personalizado.

Desafios Específicos do TDAH em Adultos

Na vida adulta, o transtorno de déficit de atenção se manifesta de formas menos evidentes, mas com grande impacto no dia a dia. Entre os principais desafios estão:

  • Dificuldade em manter foco por longos períodos
  • Problemas de organização e gestão do tempo
  • Procrastinação frequente
  • Impulsividade em decisões e relacionamentos
  • Oscilações de humor e baixa tolerância à frustração
  • Dificuldade em concluir tarefas iniciadas
  • Sensação constante de estar “atrasado” ou “em dívida”

Muitos adultos com TDAH também apresentam quadros de ansiedade, depressão ou histórico de baixa autoestima, o que torna o tratamento multidisciplinar essencial.

COMO É FEITA A AVALIAÇÃO DO TDAH EM ADULTOS?

O diagnóstico do TDAH em adultos é clínico e considera os sintomas atuais, a história desde a infância e o impacto em diferentes áreas da vida.

A avaliação também inclui o histórico de desenvolvimento, saúde mental, condições médicas, uso de substâncias e tratamentos anteriores. Escalas podem ajudar na investigação, mas não confirmam o diagnóstico isoladamente.

Também é importante avaliar outras condições que podem causar ou agravar desatenção, impulsividade ou dificuldades de organização, como ansiedade, depressão e transtornos do sono.

COMO É O TRATAMENTO DO TDAH EM ADULTOS?

O tratamento é individualizado e pode combinar medicamentos e intervenções não farmacológicas, de acordo com as necessidades de cada pessoa.

  • Medicamentos estimulantes ou não estimulantes, conforme a avaliação clínica
  • Psicoeducação e estratégias de organização, planejamento e manejo do tempo
  • Intervenções cognitivo-comportamentais
  • Avaliação e tratamento de condições associadas
  • Acompanhamento da resposta, dos efeitos adversos e do funcionamento no dia a dia.

COMO INICIAR A AVALIAÇÃO E O TRATAMENTO DO TDAH EM ADULTOS

O primeiro passo é uma consulta psiquiátrica de avaliação completa. Durante a consulta, são revisados os sintomas atuais, a história desde a infância, o impacto no trabalho, nos estudos e nos relacionamentos, além de tratamentos anteriores e condições associadas.

A partir dessa avaliação, o diagnóstico e as opções de tratamento podem ser discutidos de forma individualizada.

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Perguntas Frequentes

A cetamina atua no sistema glutamatérgico, regulando a atividade cerebral. Em alguns casos, pode ajudar na impulsividade, humor e clareza mental.

Ansiedade, irritabilidade, desorganização mental e falta de energia são os que tendem a responder melhor.

Sim, desde que indicado por psiquiatra e realizado com acompanhamento em ambiente controlado, como na Genuine.

O protocolo inicial costuma ter entre 6 e 8 sessões, com avaliação de manutenção posterior.

Podem ocorrer tontura, leve alteração da percepção e sonolência, geralmente leves e transitórios.

Só após avaliação clínica detalhada. A indicação depende de vários fatores, como histórico médico e resposta a outros tratamentos.

Ela pode melhorar a clareza mental e reduzir o “ruído” emocional que interfere na concentração, especialmente em quadros refratários.

Combinar com psicoterapia, manter acompanhamento médico, adotar hábitos saudáveis e, quando indicado, realizar sessões de manutenção.