A depressão resistente é considerada quando a melhora permanece insuficiente após pelo menos dois tratamentos antidepressivos adequados. Nesses casos, uma reavaliação psiquiátrica ajuda a confirmar o diagnóstico, revisar o que já foi tentado e definir os próximos caminhos de tratamento.
Na Genuine Mental Health, em Pinheiros, São Paulo, a avaliação considera sintomas, tratamentos anteriores, efeitos adversos, outras condições de saúde e as preferências do paciente.
O Que é Depressão Resistente?
A depressão resistente acontece quando o paciente não apresenta melhora suficiente após pelo menos dois tratamentos com antidepressivos, em doses e por tempo adequados. Antes de confirmar esse quadro, é importante revisar o diagnóstico, o uso dos medicamentos e outros fatores que podem dificultar a recuperação, conforme as diretrizes CANMAT.
A falta de resposta não é culpa do paciente e não significa que todas as possibilidades se esgotaram. O próximo passo é entender o que já foi tentado e escolher uma estratégia adequada à sua história. Saiba mais sobre como a depressão resistente é identificada.
Identificando a Depressão Resistente
Reconhecer os sinais da depressão refratária é o primeiro passo para buscar uma reavaliação do cuidado. Entender o que diferencia esse quadro de outros tipos ajuda a organizar os próximos passos.
Sinais e sintomas na depressão resistente
Embora os sintomas possam ser parecidos com os de outros quadros depressivos, a principal diferença está na resposta insuficiente a tratamentos antidepressivos realizados de forma adequada.
- Tristeza constante e profunda
- Perda de prazer nas atividades (anedonia)
- Insônia ou excesso de sono
- Cansaço intenso
- Pensamentos negativos repetitivos
- Falta de resposta aos antidepressivos habituais
- Sentimento de que “nada funciona”
- Isolamento social, baixa autoestima e desmotivação generalizada
Se você ou alguém próximo já tentou diferentes medicamentos, doses ajustadas, sessões de terapia e ainda assim os sintomas persistem, pode ser hora de reavaliar por que o antidepressivo não está funcionando como esperado.
Diferenças Entre a Depressão Resistente e Outros Tipos
Embora a base sintomática possa ser semelhante, os termos depressão profunda, depressão recorrente e depressão refratária descrevem aspectos diferentes: gravidade, repetição dos episódios e resposta ao tratamento. Saber diferenciá-los pode ajudar o paciente e a família a entender o momento do tratamento.
O que significa depressão profunda?
A expressão depressão profunda costuma ser usada para descrever quadros depressivos mais graves, que podem causar prejuízo importante em diferentes áreas da vida. A pessoa pode ter dificuldade para manter atividades básicas e sentir um sofrimento intenso. A gravidade, por si só, não define resistência ao tratamento.
É comum que essa condição afete a vida profissional, familiar, social e até física, com dores no corpo e alterações no sono e no apetite.
Quando a Depressão se Torna Recorrente ou Refratária
A depressão recorrente se caracteriza por múltiplos episódios ao longo da vida. Já a depressão refratária é aquela que, mesmo com o tratamento adequado, continua ativa.
Quando essas duas características se somam, o sofrimento se intensifica e o paciente pode perder a esperança. Mas é importante saber: ainda há caminhos de tratamento a explorar com acompanhamento especializado.
Quando Considerar um Diagnóstico de Depressão Severa
Na depressão severa, os sintomas causam sofrimento intenso e prejuízo importante no funcionamento. O paciente pode apresentar risco aumentado de suicídio e dificuldade para manter até atividades básicas.
Nesses casos, a avaliação psiquiátrica é especialmente importante. O tratamento deve considerar a gravidade dos sintomas, o risco de suicídio e o grau de comprometimento funcional.
Quando buscar ajuda imediata: se houver tentativa de suicídio, intenção de se machucar ou dificuldade para permanecer em segurança, procure um pronto-socorro ou ligue SAMU 192. Não espere uma consulta agendada. Pensamentos de morte também devem ser comunicados prontamente a um profissional de saúde. Veja as orientações do Ministério da Saúde.
Opções de Tratamento Avançadas para Depressão Resistente
A boa notícia é que uma resposta insuficiente não encerra as possibilidades de cuidado. A reavaliação pode levar a ajustes ou combinações de medicamentos, psicoterapia e, em situações selecionadas, tratamentos como cetamina ou neuromodulação. A escolha depende do que já foi tentado, da gravidade e das preferências do paciente, conforme as diretrizes CANMAT.
Terapia com Cetamina na Depressão Resistente
A cetamina subcutânea amplia as possibilidades de cuidado para quem não alcançou a melhora esperada com antidepressivos. Sua ação envolve mecanismos relacionados ao glutamato, oferecendo uma abordagem diferente no tratamento da depressão resistente.
O estudo KADS, ensaio clínico multicêntrico com cetamina racêmica subcutânea, encontrou maiores taxas de resposta e remissão da depressão na etapa em que as doses eram ajustadas conforme a resposta do paciente, em comparação com o medicamento de controle, após quatro semanas de tratamento. Esses resultados respaldam o potencial antidepressivo dessa via de administração.
No Brasil, pesquisas do PRODAF/UNIFESP investigaram a resposta antidepressiva à escetamina subcutânea. Em uma análise de 70 pacientes com depressão resistente unipolar ou bipolar, a escetamina foi acrescentada ao tratamento em curso, e 50% apresentaram resposta terapêutica ao final de seis semanas — uma redução de pelo menos metade da pontuação dos sintomas depressivos.
Em 2026, o grupo ampliou essa linha de pesquisa com uma análise de 178 pacientes, investigando a resposta antidepressiva à escetamina subcutânea e sua relação com o uso de benzodiazepínicos, lítio e lamotrigina.
Um estudo brasileiro publicado em 2025 encontrou 52,17% de resposta terapêutica e 34,78% de remissão da depressão entre os 23 participantes que completaram oito sessões semanais de escetamina subcutânea. Os resultados foram avaliados pela escala MADRS nesse estudo aberto, ampliando a experiência clínica documentada no país.
Na Genuine, utilizamos escetamina, ou S-cetamina, por via subcutânea. A aplicação no tecido sob a pele dispensa o acesso venoso para administrar o medicamento, e o acompanhamento psiquiátrico permite avaliar a evolução e ajustar o plano de cuidado. Conheça nossa abordagem de tratamento com cetamina.
Referências
- Lam RW et al. Diretrizes CANMAT 2023 para depressão maior em adultos, publicadas em 2024. Texto da diretriz.
- NICE. Depression in adults: treatment and management (NG222). Recomendações.
- Hussain S et al. RANZCP professional practice guideline: Use of ketamine in psychiatric practice. 2025. Diretriz completa.
- Loo C et al. Efficacy and safety of a 4-week course of repeated subcutaneous ketamine injections for treatment-resistant depression (KADS study): randomised double-blind active-controlled trial. 2023. Estudo KADS; correção publicada em 2024.
- Lucchese AC et al. Repeated subcutaneous esketamine for treatment-resistant depression: Impact of the degree of treatment resistance and anxiety comorbidity. 2021. PRODAF/UNIFESP — resposta antidepressiva.
- Atidio JPS et al. Role of concomitant benzodiazepines, lithium, and lamotrigine in modulating the antidepressant effects of subcutaneous esketamine in patients with treatment-resistant depressive episodes: a retrospective naturalistic study. J Affect Disord. 2026;406:121721. DOI: 10.1016/j.jad.2026.121721.
- Palhano-Fontes F et al. Repeated subcutaneous esketamine on treatment-resistant depression: An open-label dose titration study. 2025. Registro no PubMed.
- Conselho Federal de Medicina. Parecer nº 20/2024.
- Ministério da Saúde. Prevenção do suicídio e onde buscar ajuda.
Entenda como é o Tratamento da Depressão Resistente
O primeiro passo é marcar uma consulta psiquiátrica com um dos nossos especialistas. Nela, vamos avaliar seu histórico, sintomas, tratamentos anteriores e traçar um plano terapêutico viável, que pode incluir ou não o uso da cetamina.
Nosso compromisso é oferecer um cuidado ético, acolhedor e baseado na ciência. Aqui, não trabalhamos com promessas milagrosas. Trabalhamos com você, de forma realista e próxima, considerando as opções de tratamento mais adequadas para cada caso.
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Conteúdo institucional: Genuine Mental Health.
Revisão clínica: Dr. Rogério Onofre — CRM-SP 192427, RQE 109401 — revisado em 14 de setembro de 2026.