Acompanhamento com Cetamina para Dor Crônica: O Que a Ciência Mostra?

Postado em: 15/09/2025

A Dor Crônica pode afetar todos os aspectos da vida — desde o sono até a saúde emocional. Para quem convive com essa condição, especialmente quando os tratamentos tradicionais não trazem alívio, a cetamina tem surgido como uma opção terapêutica promissora. 

Acompanhamento com cetamina para dor crônica o que a ciência mostra

Mas afinal, o que a ciência diz sobre seu uso e como é feito o acompanhamento?

Neste artigo, vamos conversar sobre os principais achados científicos, como funciona esse tratamento e o que você pode esperar ao iniciar um protocolo com cetamina!

Como a cetamina atua na dor crônica?

A cetamina, originalmente utilizada como anestésico, age no sistema nervoso central bloqueando receptores do tipo NMDA (N-metil-D-aspartato), que estão diretamente envolvidos na percepção da dor e nos processos de sensibilização central — um fenômeno comum em doenças como:

  • Fibromialgia;
  • Síndrome de dor regional complexa;
  • Dor neuropática;
  • Enxaqueca crônica;
  • Dor pós-operatória refratária;
  • Dor associada ao câncer.

Estudos mostram que, além de reduzir a transmissão da dor, a cetamina também pode atuar modulando circuitos cerebrais relacionados ao humor e ao sofrimento emocional, o que é especialmente relevante em pacientes que apresentam depressão associada à “Dor Crônica”.

O que dizem os estudos mais recentes?

Diversas publicações científicas têm confirmado a eficácia da cetamina no controle da dor resistente. 

Em uma revisão publicada no Journal of Pain Research (2020), pesquisadores observaram que doses subanestésicas de cetamina proporcionaram alívio significativo em pacientes com dor crônica, com efeitos durando de dias a semanas após a aplicação.

Outro estudo conduzido por Sigtermans et al., publicado no British Journal of Clinical Pharmacology, mostrou que pacientes com síndrome de dor regional complexa apresentaram melhora funcional e redução da dor após infusões controladas de cetamina.

Além disso, guidelines internacionais como os do American Society of Regional Anesthesia and Pain Medicine já reconhecem a cetamina como uma opção válida para dores refratárias, desde que sob supervisão especializada.

Como é feito o acompanhamento clínico?

O protocolo com cetamina é sempre individualizado. 

Antes de tudo, o paciente passa por avaliação médica especializada, onde são considerados:

  • Diagnóstico de base;
  • Intensidade e duração da dor;
  • Histórico de tratamentos anteriores;
  • Condições clínicas e uso de medicamentos.

As sessões geralmente são realizadas em ambiente seguro, com supervisão contínua, e podem ocorrer por via intravenosa, subcutânea ou intranasal, dependendo do protocolo adotado. 

Cada aplicação dura entre 40 e 90 minutos, seguida de um período de observação.

A frequência varia: alguns pacientes realizam sessões semanais ou quinzenais inicialmente, com espaçamento progressivo conforme a resposta clínica

A resposta é monitorada com escalas de dor, bem-estar e funcionalidade, além de relatórios médicos estruturados.

Importante:

O uso da cetamina não exclui outros tratamentos

Pelo contrário, ela pode ser complementar à fisioterapia, psicoterapia e uso de outras medicações analgésicas ou antidepressivas.

Existem efeitos colaterais?

Sim, como qualquer tratamento, o uso de cetamina requer atenção. Entre os efeitos mais comuns estão:

  • Náuseas leves;
  • Sensação de flutuação ou desconexão;
  • Alterações transitórias da percepção;
  • Aumento da pressão arterial (geralmente leve).

Essas reações são, em geral, bem controladas quando o tratamento é realizado por uma equipe treinada, em ambiente clínico adequado.

Por isso, o acompanhamento médico e psicológico é fundamental para garantir segurança e eficácia.

Também é indispensável que o tratamento seja conciliado com outras medidas de controle, para evitar riscos de dependência da cetamina.

Quando considerar esse tratamento?

A cetamina pode ser considerada quando, por exemplo:

  • A dor persiste há mais de 3 meses e limita a qualidade de vida;
  • Houve falha ou efeitos colaterais graves com analgésicos tradicionais;
  • Há associação com depressão, ansiedade ou sofrimento emocional intenso;
  • O paciente deseja reduzir o uso de opioides.

O mais importante é conversar com um médico que conheça bem o protocolo, esteja atualizado com as diretrizes internacionais e possa integrar a cetamina a um plano terapêutico mais amplo para a dor crônica.

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