Etapas do Início ao Fim: Comparativo de Tratamento com Cetamina e Outras Abordagens Terapêuticas
Postado em: 27/06/2025
O tratamento com Cetamina tem se consolidado como uma alternativa inovadora para pacientes com depressão resistente e outros transtornos psiquiátricos refratários.
Ao lado dele, continuam sendo fundamentais outras abordagens terapêuticas bem estabelecidas, como o uso de antidepressivos tradicionais, a psicoterapia e os métodos de neuromodulação, por exemplo.
Neste artigo, apresentamos as etapas do tratamento com cetamina, comparando com outras opções disponíveis na psiquiatria clínica. A intenção não é hierarquizar os métodos, mas oferecer uma visão integrada, mostrando que os tratamentos podem ter sua importância conforme a individualidade de cada paciente!
Como funciona o tratamento com cetamina do início ao fim?
O processo com “Cetamina“ envolve algumas etapas bem definidas, que começam ainda antes da primeira infusão e seguem com o acompanhamento ao longo das sessões.
As principais etapas são:
- Avaliação psiquiátrica: é feita uma análise completa da história clínica, dos sintomas atuais, da resposta a tratamentos anteriores e das expectativas do paciente. Nem todos são candidatos à cetamina, e a decisão é sempre individualizada.
- Planejamento do protocolo terapêutico: define-se a dose, o número inicial de sessões (geralmente entre 4 e 6), o espaçamento entre elas e os critérios de resposta clínica.
- Ambiente controlado e monitorado: cada sessão ocorre em ambiente médico tranquilo, com monitoramento contínuo de sinais vitais e suporte de equipe treinada. A infusão dura cerca de 40 minutos, seguida de um período de observação.
- Monitoramento da resposta e ajustes: ao longo do tratamento, o psiquiatra avalia a resposta clínica, os efeitos colaterais e o impacto funcional, podendo ajustar o plano de acordo com a evolução.
- Sessões de manutenção e integração terapêutica: após as sessões iniciais, podem ser indicadas sessões de manutenção, associadas a psicoterapia ou outros recursos que sustentem os ganhos obtidos.
Como funciona o tratamento com antidepressivos tradicionais?
O uso de antidepressivos é uma das abordagens mais amplamente utilizadas e estudadas no tratamento de transtornos do humor e da ansiedade.
Ele segue uma lógica diferente da cetamina, tanto na ação farmacológica quanto na velocidade de resposta.
As etapas geralmente envolvem:
- Início com medicação de primeira linha, como ISRS (inibidores seletivos de recaptação de serotonina) ou IRSN (serotonina e noradrenalina), com escolha baseada nos sintomas predominantes e no perfil do paciente.
- Período de adaptação, com resposta clínica geralmente esperada entre 3 a 6 semanas. Durante esse período, podem ocorrer efeitos colaterais leves e temporários.
- Monitoramento contínuo, com ajustes de dose ou troca de medicamento em caso de resposta parcial ou intolerância.
- Manutenção a longo prazo, especialmente em quadros recorrentes, podendo durar de 6 meses a vários anos, dependendo da gravidade e da evolução clínica.
- Associação com psicoterapia, considerada ideal para aumentar os efeitos da medicação e promover maior entendimento emocional e autonomia no cuidado.
Como funcionam as terapias psicoterapêuticas?
A psicoterapia é parte central do cuidado em saúde mental. Ela atua na modificação de padrões de pensamento, comportamento e percepção emocional, com efeitos que se estendem para além da resolução de sintomas agudos.
A psicoterapia pode mudar bastante de acordo com a abordagem utilizada pelo psicólogo, mas de modo geral, as principais características incluem:
- Primeiras sessões de vínculo terapêutico, para construção de confiança e definição de objetivos;
- Aplicação de técnicas específicas, como reestruturação cognitiva na TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental), regulação emocional na DBT (Terapia Dialética-Comportamental), ou trabalho com padrões inconscientes na terapia psicodinâmica;
- Processo progressivo, geralmente semanal ou quinzenal, com ganhos que surgem ao longo do tempo;
- Potencial para ser tratamento único em quadros leves a moderados, ou complementar em quadros mais complexos.
Como funciona a neuromodulação no tratamento de transtornos psiquiátricos?
A neuromodulação, especialmente a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT), tem ganhado espaço como uma alternativa não invasiva e eficaz para depressão resistente e transtornos ansiosos.
Suas etapas envolvem:
- Avaliação clínica para indicação, garantindo que o paciente atende aos critérios de segurança e eficácia;
- Sessões regulares, em média 5 vezes por semana durante 4 a 6 semanas;
- Estímulo cerebral localizado, sem necessidade de anestesia ou sedação;
- Resposta gradual, com melhora percebida ao longo das semanas;
- Associação com psicoterapia ou medicação, potencializando os resultados.
Os tratamentos podem ser combinados?
Sim. Na maioria dos casos, os melhores resultados acontecem quando há integração entre diferentes abordagens.
Por exemplo:
- A cetamina pode ser usada para alívio rápido da depressão grave, criando condições emocionais para iniciar uma psicoterapia mais eficaz.
- A neuromodulação pode ser associada ao uso de antidepressivos para ampliar os efeitos em quadros refratários.
- A psicoterapia pode acompanhar todas as outras abordagens, ajudando o paciente a lidar com mudanças internas, identificar gatilhos e fortalecer o autocuidado.
Na clínica Genuine, essa integração é pensada caso a caso, respeitando o tempo, a história e os objetivos de cada pessoa.
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Médica Psiquiatra
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