A dor é um sinal de proteção do organismo. Quando persiste por três meses ou mais, porém, pode afetar o sono, o humor, a mobilidade, o trabalho e as relações, mesmo quando a causa inicial já foi tratada. É o que chamamos de dor crônica ou dor persistente.
Na Genuine Mental Health, a avaliação psiquiátrica pode fazer parte de um cuidado multidisciplinar, sobretudo quando a dor vem acompanhada de ansiedade, depressão, alterações do sono ou uso prolongado de medicamentos. Em situações selecionadas, após avaliação individualizada e quando as abordagens usuais não trouxeram resposta suficiente, a cetamina pode ser considerada como uma das opções de cuidado.
A clínica utiliza escetamina, também chamada de S-cetamina, por via subcutânea. Neste texto, usamos “cetamina” como termo geral, por ser a forma mais conhecida pelo público. O uso para dor crônica é off-label.
O que é dor crônica?
A dor crônica é aquela que persiste por três meses ou mais. Pode começar após uma lesão ou cirurgia, acompanhar uma doença ou surgir sem uma causa única identificável. Mesmo quando o tecido já cicatrizou, o sistema nervoso pode continuar processando sinais de dor.
Diferentemente da dor aguda, que costuma ter função protetora e duração limitada, a dor crônica pode afetar o sono, o humor, o apetite, o trabalho, os relacionamentos e a mobilidade. Por isso, o cuidado considera tanto os mecanismos físicos quanto os fatores emocionais e sociais que influenciam a experiência da dor.
Causas comuns da dor crônica
A dor crônica pode envolver mecanismos diferentes. Em alguns casos, predomina a inflamação ou uma lesão dos nervos; em outros, o sistema nervoso passa a responder de forma mais intensa e persistente aos estímulos. Sono, humor, movimento, contexto social e experiências anteriores também podem influenciar a intensidade e o impacto da dor. Isso não significa que a dor seja imaginária: ela é real e merece avaliação cuidadosa.
Condições como fibromialgia, artrite e lesões anteriores
- Fibromialgia: dor difusa, fadiga, sono não reparador e sensibilidade aumentada são manifestações frequentes.
- Artrite: condições inflamatórias articulares podem causar dor persistente e limitação funcional.
- Lesões anteriores: traumas, cirurgias ou fraturas podem deixar dor persistente, inclusive com componente neuropático.
O que caracteriza uma dor persistente
A dor pode continuar mesmo após o fim da lesão inicial ou sem uma alteração proporcional nos exames. Isso não a torna “psicológica” ou “invenção”. A avaliação procura identificar os mecanismos envolvidos e o impacto na vida da pessoa.
Diferença entre dor aguda e dor crônica
- Dor aguda: geralmente tem início recente, uma causa identificável e melhora à medida que o organismo se recupera.
- Dor crônica: dura três meses ou mais, pode ter diferentes causas e costuma exigir um plano multidisciplinar.
Dor lombar crônica e outras formas comuns
A dor lombar crônica é uma forma frequente de dor persistente e pode limitar movimentos, trabalho, sono e atividades do dia a dia.
Por que a lombalgia pode persistir
A região lombar participa de grande parte dos movimentos cotidianos. Lesões, sobrecarga, condicionamento físico, sono, estresse e outros fatores podem contribuir para que a dor se mantenha. Nem sempre existe uma única causa.
Impactos funcionais da dor prolongada
A dor nas costas pode comprometer a produtividade, o sono, o humor e a mobilidade. Também pode coexistir com ansiedade, depressão, isolamento social ou uso prolongado de analgésicos.
Quando buscar ajuda
Quando a dor persiste por mais de três meses, limita atividades ou vem acompanhada de alterações do sono e do humor, uma avaliação multidisciplinar ajuda a identificar os fatores envolvidos e a construir um plano de cuidado mais adequado.
Tratamento da dor crônica: uma abordagem multidisciplinar
O tratamento depende do tipo de dor, da causa, das condições associadas e do impacto na rotina. Pode reunir medicamentos, fisioterapia, atividade física adaptada, psicoterapia, estratégias para o sono e acompanhamento de diferentes especialidades.
Alguns estudos, sobretudo em quadros de dor neuropática, observaram redução da intensidade da dor em parte dos pacientes tratados com cetamina. Os resultados, porém, variam entre condições, doses e vias de administração, e os dados específicos sobre aplicação subcutânea em dor crônica ainda são limitados. Por isso, a cetamina não substitui a base do cuidado e deve ser avaliada apenas em situações selecionadas.
Como a cetamina atua nos mecanismos da dor
A cetamina atua principalmente sobre receptores NMDA e sobre vias glutamatérgicas relacionadas ao processamento da dor. Esse mecanismo pode interferir na sensibilização central em alguns contextos, mas não significa que todos os tipos de dor responderão da mesma forma.
Durante o acompanhamento, a equipe observa de forma individual a intensidade da dor, a capacidade funcional, o sono, o humor, a tolerabilidade e o uso de outros medicamentos. Qualquer ajuste de medicação deve ser gradual e orientado pelo médico responsável.
Referências: revisão Cochrane de 2025; diretrizes de consenso para cetamina intravenosa em dor crônica; revisão e meta-análise em dor neuropática.
Como é o acompanhamento na Genuine
- aplicação subcutânea, sem necessidade de acesso venoso;
- avaliação médica antes da indicação;
- acompanhamento antes, durante e depois de cada aplicação;
- revisão da resposta clínica e dos possíveis efeitos adversos;
- integração com medicamentos e outras abordagens quando indicado;
- plano individualizado, ajustado ou interrompido conforme a resposta e a tolerabilidade.
Busque avaliação para a dor crônica
Conviver com dor persistente pode afetar diferentes áreas da vida. Uma avaliação cuidadosa ajuda a compreender o tipo de dor, os fatores associados e quais opções fazem sentido para cada pessoa. Quando houver indicação, a cetamina pode ser discutida como parte de um plano mais amplo de cuidado.
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Conteúdo institucional: Genuine Mental Health.
Revisão clínica: Dr. Rogério Onofre — CRM-SP 192427, RQE 109401 — revisado em 6 de setembro de 2026.