Quando a depressão não melhora mesmo após vários tratamentos, é natural perguntar: “O que ainda pode ser feito?”. Para alguns pacientes com depressão resistente, a cetamina subcutânea pode representar uma nova estratégia, com mecanismo de ação diferente dos antidepressivos convencionais. [2–4]
Embora o tratamento seja amplamente conhecido como cetamina, na Genuine o medicamento utilizado é a escetamina, ou S-cetamina, uma das formas do composto conhecido pelo público como cetamina. A administração é realizada por via subcutânea.
O uso da escetamina injetável no tratamento de transtornos mentais é off label — ou seja, ocorre fora das indicações previstas em bula — e exige indicação criteriosa, consentimento informado e acompanhamento médico. [5]
Atendimento presencial em Pinheiros, São Paulo. A Genuine Mental Health atende somente de forma particular e emite nota fiscal.
AGENDAR AVALIAÇÃO PSIQUIÁTRICANa Genuine Mental Health, o tratamento começa com a revisão do diagnóstico, das medicações já utilizadas e dos fatores que podem estar interferindo na melhora. As infusões são realizadas com acompanhamento médico, monitorização clínica e observação até a recuperação após cada sessão. A evolução é acompanhada ao longo do tratamento para avaliar a resposta clínica, a tolerabilidade e a necessidade de manter ou ajustar as infusões.
A cetamina é utilizada como anestésico há mais de 50 anos. Em doses menores do que as usadas em anestesia, passou a ser estudada por seu efeito antidepressivo rápido, sobretudo no tratamento da depressão resistente. [1–3]
O mecanismo de ação da cetamina é diferente do da maioria dos antidepressivos convencionais, que agem principalmente nos sistemas de serotonina, noradrenalina e dopamina. A cetamina modula o glutamato, um importante mensageiro químico do cérebro, estimulando a neuroplasticidade — a capacidade do cérebro de modificar e reorganizar suas conexões. Essa ação ajuda a explicar por que seus efeitos podem surgir mais rapidamente do que os dos antidepressivos convencionais.
Como funciona o tratamento com cetamina?
O tratamento começa antes da primeira infusão e inclui quatro etapas: avaliação, planejamento, aplicação e acompanhamento.
Avaliação psiquiátrica
Na consulta inicial, o psiquiatra revisa o diagnóstico, os sintomas, os tratamentos anteriores, os medicamentos em uso e as condições de saúde relevantes. Essa avaliação verifica se a cetamina é uma opção adequada e esclarece seus possíveis benefícios, limitações e riscos.
Planejamento do tratamento
Se houver indicação, são definidos o esquema inicial e o que será acompanhado ao longo do tratamento. O protocolo inicial costuma envolver de 8 a 12 infusões. Conforme o caso e a resposta clínica, esse número pode ser estendido, e os intervalos podem ser ajustados individualmente.
Aplicação por via subcutânea
Na Genuine Mental Health, a cetamina é administrada por via subcutânea, em unidade com licença sanitária vigente, monitorização clínica e recursos para intercorrências.
Acompanhamento durante e após a sessão
Durante a infusão, a equipe acompanha o paciente e os parâmetros clínicos necessários. Depois, ele permanece em observação e recebe alta após recuperação clínica adequada. [5] A resposta e os possíveis efeitos adversos são avaliados entre as sessões para orientar a continuidade e os ajustes necessários.
Para quem o tratamento com cetamina pode ser considerado?
Na depressão resistente, a cetamina reúne a evidência clínica mais consistente e pode ser considerada após avaliação individualizada. Em outros quadros, a decisão depende do diagnóstico, dos tratamentos anteriores e das condições clínicas.
- depressão resistente ao tratamento; [2,3,6]
- depressão em contextos selecionados; [3,6]
- depressão bipolar, como tratamento adjuvante e após avaliação especializada; [6,7]
- sintomas ansiosos em contextos selecionados; [8]
- fibromialgia em casos selecionados. [9]
A evidência varia conforme o diagnóstico. A indicação é sempre individualizada e integrada ao restante do plano terapêutico.
AGENDE SUA CONSULTACondições nas quais a cetamina pode ser considerada
Abaixo estão os transtornos nos quais a cetamina pode ser analisada como abordagem terapêutica complementar:
Depressão Resistente
Quando os sintomas persistem apesar do tratamento, uma avaliação especializada ajuda a rever o diagnóstico e encontrar outros caminhos de cuidado.
Saiba mais sobre Depressão Resistente
Transtorno de Ansiedade
Crises frequentes, preocupações constantes e sofrimento no dia a dia: tratamos diversos tipos de transtornos ansiosos.
Saiba mais sobre Transtorno de Ansiedade
Fibromialgia
Dor difusa, fadiga, sono não reparador e dificuldade de concentração estão entre os sintomas mais comuns da fibromialgia.
Saiba mais sobre Fibromialgia
Transtorno Bipolar
Oscilações de humor intensas entre euforia e depressão exigem cuidado especializado e acompanhamento contínuo.
Saiba mais sobre Transtorno BipolarComo é a estrutura da clínica durante o tratamento?
As sessões são realizadas em um ambiente preparado para oferecer privacidade, conforto e acompanhamento clínico durante todo o procedimento.
Sessões individuais em ambiente reservado
O paciente é atendido em uma sala privativa, sem compartilhamento do espaço durante a aplicação.
Acompanhamento médico
As sessões contam com acompanhamento de psiquiatras treinados.
Monitorização durante a sessão
Sinais vitais como pressão arterial, frequência cardíaca, saturação de oxigênio e o estado clínico são acompanhados durante a infusão e o período de observação. [5]
Presença da equipe
A equipe acompanha o paciente, esclarece dúvidas e intervém caso surjam desconfortos ou reações durante a sessão.
Ambiente preparado para a aplicação
A iluminação, os estímulos sonoros e o mobiliário são organizados para favorecer uma experiência mais tranquila e evitar estímulos excessivos.
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Agende uma avaliação psiquiátrica
Quando a depressão não melhora mesmo após vários tratamentos, o primeiro passo é revisar o diagnóstico, os tratamentos anteriores e os fatores que podem estar dificultando a resposta.
Na consulta, o psiquiatra avalia se a cetamina pode fazer parte do tratamento e explica o que esperar, quais são os riscos e quais alternativas estão disponíveis.
AGENDE SUA CONSULTAReferências
- Li L, Vlisides PE. Ketamine: 50 Years of Modulating the Mind. Frontiers in Human Neuroscience. 2016;10:612.
- Loo C, Glozier N, Barton D, et al. Efficacy and safety of a 4-week course of repeated subcutaneous ketamine injections for treatment-resistant depression (KADS study). British Journal of Psychiatry. 2023;223(6):533–541.
- Swainson J, McGirr A, Blier P, et al. CANMAT Task Force Recommendations for the Use of Racemic Ketamine in Adults with Major Depressive Disorder. Canadian Journal of Psychiatry. 2021;66(2):113–125. doi:10.1177/0706743720970860.
- Duman RS, Aghajanian GK, Sanacora G, Krystal JH. Synaptic plasticity and depression: new insights from stress and rapid-acting antidepressants. Nature Medicine. 2016;22(3):238–249.
- Conselho Federal de Medicina. Parecer CFM nº 20/2024: uso da escetamina para o tratamento de transtornos mentais. Brasília: CFM; 2024.
- Rodolico A, Cutrufelli P, Di Francesco A, et al. Efficacy and safety of ketamine and esketamine for unipolar and bipolar depression. Frontiers in Psychiatry. 2024;15:1325399.
- Nunez NA, Joseph B, Kumar R, et al. An Update on the Efficacy of Single and Serial Intravenous Ketamine Infusions and Esketamine for Bipolar Depression. Brain Sciences. 2023;13(12):1672.
- Hartland H, Mahdavi K, Jelen LA, et al. A transdiagnostic systematic review and meta-analysis of ketamine’s anxiolytic effects. Journal of Psychopharmacology. 2023;37(8):764–774.
- de Carvalho JF, de Sena EP. Ketamine in fibromyalgia: a systematic review. Advances in Rheumatology. 2024;64:54.
Conteúdo institucional: Genuine Mental Health.
Revisão clínica: Dr. Rogério Onofre — CRM-SP 192427, RQE 109401 — revisado em 6 de setembro de 2026.