6 sintomas incomuns de ansiedade que podem passar despercebidos
Postado em: 27/06/2025
Alguns sintomas de ansiedade são pouco lembrados: formigamento, nó na garganta, refluxo ou náusea, cansaço persistente, vontade frequente de urinar e maior incômodo com zumbido. Eles podem aparecer antes mesmo de a pessoa reconhecer medo ou preocupação.
Essas manifestações têm diferentes causas, mas a participação da ansiedade fica mais provável quando surgem ou pioram em períodos de tensão e se repetem junto a outros sinais ansiosos.
Este artigo aborda os sinais menos conhecidos. Para as manifestações mais frequentes, consulte nosso guia completo sobre sintomas físicos da ansiedade.
Quais são os 6 sintomas incomuns de ansiedade?
Formigamento ou dormência
O formigamento pode aparecer nas mãos, nos braços ou no rosto, especialmente durante crises acompanhadas de respiração rápida. Também pode ocorrer uma sensação de fraqueza ou de que o corpo está “estranho”. Essas manifestações são descritas em quadros de ansiedade e pânico.[1]
Nó na garganta
A sensação de algo preso na garganta, mesmo sem haver uma obstrução, é conhecida como globus faríngeo. Estresse e ansiedade podem contribuir para seu aparecimento ou intensificá-lo, embora refluxo e outras condições também precisem ser considerados.[2]
Refluxo, náusea e alterações intestinais
O sistema digestivo responde às mudanças provocadas pelo estresse. Náusea, dor abdominal, refluxo, diarreia ou constipação podem acompanhar períodos de maior ansiedade.[3]
Cansaço persistente
Permanecer em estado de alerta consome energia e pode prejudicar o sono. Por isso, algumas pessoas sentem cansaço constante, tensão muscular e dificuldade para descansar, mesmo quando não identificam uma preocupação específica.[1]
Vontade frequente de urinar
Ansiedade e sintomas urinários, como urgência e aumento da frequência, podem ocorrer juntos. Essa associação é reconhecida em estudos clínicos, mas não significa que toda alteração urinária tenha origem emocional. Infecções, diabetes, medicamentos e outras condições também precisam ser considerados.[4]
Zumbido mais incômodo em períodos de tensão
O estresse não explica todos os casos de zumbido, mas pode tornar o som mais perceptível e aumentar o incômodo em quem já apresenta o sintoma. Estudos mostram que zumbido, ansiedade e estresse aparecem frequentemente associados.[5]
Por que a ansiedade provoca reações no corpo?
Diante de uma ameaça, o sistema nervoso prepara o organismo para agir. A respiração acelera, os músculos ficam tensos, o coração bate mais rápido e o funcionamento digestivo pode mudar.
Essa reação é útil diante de um perigo real. Na ansiedade, porém, o mesmo mecanismo pode ser acionado repetidamente em situações cotidianas. Com o tempo, as manifestações físicas podem se tornar a parte mais evidente do quadro.
Como saber se o sintoma está relacionado à ansiedade?
O contexto ajuda. Sintomas que aparecem ou pioram em períodos de estresse, acompanham pensamentos recorrentes e diminuem quando a tensão passa podem ter participação da ansiedade.
Ainda assim, não é possível determinar a causa apenas por uma lista de sintomas. Manifestações novas, persistentes ou intensas merecem avaliação médica. O psiquiatra considera a história clínica, a frequência dos episódios e o impacto na rotina, além da necessidade de investigar outras condições.
O que pode ajudar?
O tratamento depende do diagnóstico e pode incluir psicoterapia, mudanças na rotina e medicamentos quando indicados. Sono regular, atividade física e redução do consumo excessivo de cafeína também podem contribuir, mas não substituem o acompanhamento profissional.
Se os sintomas estão se repetindo ou interferindo na sua qualidade de vida, agende uma avaliação com a equipe da Genuine Mental Health.
Referências
- National Institute of Mental Health — Generalized Anxiety Disorder.
- Globus pharyngeus: revisão sobre causas, diagnóstico e tratamento.
- Organização Mundial da Saúde — Transtornos de ansiedade.
- Revisão sistemática sobre ansiedade e sintomas urinários.
- Revisão sobre zumbido e comorbidades psiquiátricas.
Médica psiquiatra formada em 1995, com residência médica em Psiquiatria na Irmandade da Santa Casa de São Paulo (1996–1998). É especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria e mestre em Psiquiatria pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), com formação em Terapia Cognitivo-Comportamental certificada pelo Instituto Beck.
Atuou por quase duas décadas na UNIFESP, integrando pesquisas clínicas sobre transtornos de humor, ansiedade e atendimento a vítimas de violência. Possui diversas publicações científicas no Brasil e no exterior e foi consultora científica em psicofarmacologia por mais de 20 anos, acumulando profundo conhecimento em medicamentos psiquiátricos.
De 2002 a 2016, atuou como médica assistente no Hospital Israelita Albert Einstein. É membro da American Psychiatric Association e idealizadora da clínica Genuine Mental Health, onde coordena o atendimento de casos complexos e refratários, como depressão resistente e transtornos de difícil manejo, com protocolos modernos, éticos e individualizados.