Protocolo da clínica para tratamento com cetamina: segurança e acolhimento

Postado em: 27/02/2026

Protocolo da clínica para tratamento com cetamina: segurança e acolhimento

Um protocolo de segurança para o tratamento com cetamina organiza as decisões antes, durante e depois da administração. Ele define como o paciente será avaliado, quais orientações precisa receber, o que será monitorado e em que condições poderá deixar a clínica.

Este artigo trata especificamente desses critérios de segurança. Para conhecer o percurso completo, da avaliação ao acompanhamento, consulte as etapas do tratamento com cetamina.

Atualizado em 30 de agosto de 2026. Revisão médica: Dr. Rogério Onofre — CRM-SP 192.427 | RQE 109.401.

O que um protocolo de segurança precisa definir?

Um protocolo clínico deve estabelecer, de forma clara:

  • critérios de avaliação e indicação;
  • consentimento informado e orientações prévias;
  • estrutura, equipe e monitoramento durante a sessão;
  • condutas diante de efeitos adversos;
  • tempo de observação e critérios de liberação;
  • registro da resposta e continuidade do cuidado.

A cetamina pode causar efeitos transitórios, como alterações da pressão arterial, náusea, tontura, cefaleia, sonolência, sedação e sintomas dissociativos. A intensidade varia, e a equipe precisa acompanhar essas manifestações até que haja estabilidade clínica.[1]

1. Triagem e avaliação de riscos

A segurança começa antes da sessão. A avaliação considera o diagnóstico, os tratamentos anteriores, as condições clínicas, os medicamentos e outras substâncias em uso, além de possíveis fatores que exijam mudança de conduta.

A confirmação de uma indicação não torna o plano automático. A via, a dose inicial e a necessidade de cuidados adicionais devem ser definidas individualmente.

2. Consentimento e orientações prévias

O paciente precisa compreender a finalidade do tratamento, as alternativas disponíveis, os possíveis benefícios, os riscos e as limitações. O consentimento deve ser registrado antes do início.

As orientações sobre alimentação, medicamentos, álcool, acompanhante e retorno para casa variam conforme a via e as condições clínicas. Nenhuma medicação deve ser suspensa por conta própria.

3. Ambiente, equipe e manejo de intercorrências

A administração deve ocorrer em ambiente médico, com equipe capaz de reconhecer alterações clínicas e manejar eventuais desconfortos. A estrutura precisa permitir acompanhamento durante a administração e no período de recuperação.

Um espaço calmo, com comunicação clara e redução de estímulos desnecessários, pode tornar a experiência mais previsível. O acolhimento não substitui os cuidados clínicos; ele os complementa.

4. Monitoramento durante a sessão

Antes da administração, a equipe verifica as condições clínicas e os sinais vitais pertinentes. Durante a sessão, o monitoramento é ajustado ao medicamento, à via e ao perfil do paciente.

No uso psiquiátrico de escetamina injetável, o Parecer CFM nº 20/2024 orienta supervisão médica e permanência no serviço até que o paciente esteja clinicamente estável.[1]

Para uma descrição da experiência, do ambiente e das sensações possíveis, leia como funciona uma sessão com cetamina.

5. Observação e critérios de liberação

Depois da administração, o paciente permanece em observação pelo período adequado à via utilizada e à resposta clínica. A liberação ocorre somente quando a equipe considera que há estabilidade e condições seguras para deixar o serviço.

Antes da saída, são fornecidas orientações sobre efeitos esperados, sinais que justificam contato com a equipe e retomada de atividades que exigem atenção, como dirigir.

Como a Genuine organiza esse cuidado?

Na Genuine, o tratamento com cetamina inclui sessões em sala privativa, com poltrona confortável, iluminação suave e possibilidade de uso de fones, máscara para os olhos ou manta, conforme a preferência do paciente. A equipe acompanha a administração, o período de observação e a liberação.

Quando existe um psiquiatra encaminhador, a comunicação entre as equipes pode ser feita com autorização do paciente. Efeitos, tolerabilidade e informações relevantes são registrados para orientar as decisões posteriores.

Perguntas sobre o protocolo de segurança

O monitoramento é necessário em todas as sessões?

Sim. O tipo e a duração variam conforme o medicamento, a via, as condições clínicas e a resposta do paciente. O objetivo é identificar e manejar efeitos transitórios até que haja estabilidade.[1]

Uma sessão pode ser adiada?

Pode. Mudanças nas condições clínicas, nos sinais vitais ou nos medicamentos e substâncias utilizados precisam ser comunicadas e reavaliadas antes da administração.

O protocolo termina quando a sessão acaba?

Não. A resposta, a tolerabilidade e os efeitos adversos devem ser registrados e considerados nas decisões seguintes. A sessão faz parte de um plano terapêutico mais amplo.

Quer entender se o tratamento com cetamina pode fazer sentido no seu caso? Agende uma avaliação psiquiátrica com a equipe da Genuine.

Referência

  1. Conselho Federal de Medicina. Parecer CFM nº 20/2024: uso da cetamina e da escetamina em psiquiatria.

INFORMAÇÕES DO AUTOR:

Dr. Rogério Onofre
Dr. Rogério Onofre

CRM-SP: 192.427
RQE: 109.401

Dr. Rogério Onofre é médico psiquiatra em São Paulo, com CRM-SP 192.427 e RQE 109.401. Atua na Genuine Mental Health com avaliação e tratamento individualizado de transtornos mentais, incluindo quadros complexos e resistentes.


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